Certa ocasião, durante andanças lá nos cantos do Rio São Francisco ali nas alturas de Januária, eu e Chico da Mata tivemos a oportunidade de aprender com um tropeiro os atributos da Moringueira (Moringa oleifera). Tudo começou quando topemos com uma tropa de burros levando lenha para um pequeno povoado por nome de Alvação. Depois dos cumprimentos habituais, o condutor da tropa se identificou como “Badico de Marlene” e enquanto os animais seguiam a trilha, demos de prosear e acabamos por desaguar no tema das plantas medicinais. Foi quando ele então afirmou:
__Antão cês deve de usar por demais a Moringa, né mermo? Eu e Chico trocamos um rápido olhar para confirmar nossa ignorância, pois
A modernidade destes tempos vem transformando de forma avassaladora praticamente todos os setores de nossa vida, metamorfoseando de maneira inexorável os hábitos, a cultura e nossa forma de lidar com a vida. Evidentemente que o sertão e seus personagens não estão isentos desse movimento, mas ainda existem figuras que resistem pacificamente as mudanças de valores que ainda lhe são caros.
Uma delas é Maria do Céu, sertaneja, que do alto de seus quase oitenta anos, se mostra na simplicidade de seus coloridos vestidos sem abrir mão do lenço branco que esconde a beleza de sua cabeleira grisalha. Cuidadora de família numerosa e de centenas de pessoas que a buscam para aliviar suas dores do corpo e da alma, outro dia enquanto atendia uma moça nova com dores no estômago, ela me olhou mansamente e disse:
Existem plantas medicinais nesse sertão que por vezes ficam escondidas, sem prestígio ou fama. De repente, alguém se arrisca a utilizá-las e depois do sucesso no tratamento ganham o mundo da raizada como infalíveis e poderosas. A Amarelinha (Senna cana) é uma dessas plantas que conheço há anos, mas que raramente a utilizava por desconhecer seus atributos medicinais.
Mas depois que dei de caminhar com o Chico da Mata ouvindo suas histórias, uma natureza revestida de encantamento se revelou a minha frente, fazendo-me ver com novos olhos o sertão e seus recursos. E foi assim que durante uma caminhada lá em Cabeceira da Cruz, modesta comunidade encravada no norte de Minas que topamos com uma verdadeira mata de Amarelinha. Com um enxadão na mão e um saco nas costas, rompemos cerrado a dentro na tarefa de abrir buracos para destampar as raízes da Amarelinha. Elas se mostram revestidas de uma película negra que esconde um amarelo vivo e
Em julho deste ano, um amigo me mandou por e-mail um esquema detalhado de como realizar uma desintoxicação do fígado e da vesícula biliar e naquele momento senti que essa poderia ser uma boa maneira de me livrar de uma boca amarga matinal. Com o passar dos anos, todos nós vamos acumulando um bocado de toxinas adquiridas principalmente de produtos transvestidos do rótulo de "alimentos" e vamos combinar, né mesmo? Na maioria das vezes é um amontado de porcarias com disfarces no cheiro, na cor e no visual.
Pois bem, então decidi experimentar o procedimento e confesso a minha boa surpresa com os resultados. Por isso decidi passar para frente, deixando aqui essa pequena contribuição para o restabelecimento de nossa saúde de maneira simples e barata. Boa sorte!
Este método foi retirado do livro "A cura para todas as enfermidades", da Dra. Hulda Clark. Esta limpeza é séria, funciona e deve ser seguida à risca para que
As características das plantas quase sempre trazem consigo pequenos indícios de suas indicações mais freqüentes. Quando se consegue estabelecer uma conexão com as plantas e suas diversas formas de manifestação é possível de certa forma “ler” o que elas estão no dizendo. Pois foi assim que aprendi muito do que sei com meu amigo de todas as horas, Chico da Mata. Ele me ensinou a “abrir os olhos e ver” o que a natureza muitas vezes nos revela nos detalhes.
Para explicar melhor essa situação, há muitos anos atrás tomei contato com uma das plantas medicinais mais utilizadas nos domínios do cerrado, a Douradinha (Paulicourea rigida), que no Alto Jequitinhonha também é conhecida como Don Bernardo, Galoína ou ainda como Bate Caixa. Essa é uma planta que ao se tocar nas suas folhas sempre aos pares, o que se percebe é uma dureza e uma rigidez espantosa. Seu tronco é seco e fendido de cima a baixo e o ambiente onde ela mais prospera é em meio às pedras nas alturas dos campos rupestres e chapadas, apesar de também dar o ar de sua graça em solos mais vermelhos característicos do cerrado típico.
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